A causa animal de Curitiba teve um dia histórico nesta quarta-feira 17 de janeiro. Em evento no Salão Brasil, da Prefeitura, o prefeito Rafael Greca e o vice-prefeito e secretário de Estado das Cidades, Eduardo Pimentel, fizeram o lançamento do projeto do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, o primeiro hospital veterinário público do estado do Paraná.

A solenidade também contou com a presença do deputado federal Delegado Matheus Laiola, que garantiu uma emenda parlamentar para a operacionalização do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, além de protetores independentes e ONGs ligadas à causa animal de Curitiba e do Paraná.

O prefeito Rafael Greca afirmou que o Hospital Veterinário Municipal de Curitiba deve começar a funcionar ainda em 2024. “Eu imagino ver pronto o Hospital Veterinário de Curitiba o mais rápido possível, sendo a data última o dia 4 de outubro, Dia de São Francisco de Assis”, afirmou Greca. 

“Queremos viver numa sociedade não violenta, uma sociedade amorosa e sem espaço para crueldade, para os maus-tratos. Uma sociedade cada vez mais fraterna, para proteger todas as criaturas e a Divina Criação”, completou o prefeito Rafael Greca ao explicar que Curitiba também planta 100 mil árvores por ano.

O vice-prefeito Eduardo Pimentel lembrou que a criação do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba vem para coroar e ampliar todo o trabalho feito pela Rede de Proteção Animal de Curitiba, com as castrações públicas, as microchipagens gratuitas, o Banco Municipal de Ração, a ambulância de resgate para animais feridos e o Centro de Referência para Animais em Situação de Risco (Crar).

“Hoje é um dia histórico para Curitiba. Estamos tirando esse grande projeto do papel. A causa animal terá vida longa em Curitiba, com muito investimento e infraestrutura para continuarmos cuidando dos nossos amigos pets. Os atores que estão aqui presentes, as ONGs e os protetores independentes fazem um trabalho muito importante e dão esse suporte à Rede de Proteção Animal de Curitiba”, disse Eduardo Pimentel.

O lançamento do projeto também só foi possível graças a Lei Municipal nº 16.272, de 15 de dezembro de 2023, aprovada pelos vereadores de Curitiba e que garantiu que o município recebesse a doação da Votorantim Cimentos S.A da área, no bairro Taboão, para a implantação do Hospital Veterinário Municipal. O acesso ao hospital será feito pela Rua César M. Chaves.

A área corresponde a 68.467,05 m² e além do Hospital também está instalado o Parque Municipal São Francisco, onde hoje existe o Parque das Esculturas da Votorantim, e será o 49º parque municipal para os moradores de Curitiba. 

As edificações existentes no local serão adaptadas para a implantação do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba. 

O principal foco será o atendimento de animais domésticos da população curitibana em vulnerabilidade social. A articulação para o projeto representou economia de tempo e recurso, pois será feita apenas a reforma de estruturas já existentes.

A previsão é que o Hospital Veterinário Municipal comece a funcionar ainda em 2024, com estrutura e corpo técnico especializado para atendimentos veterinários de média e alta complexidades, de forma prioritária para animais de estimação de moradores em situação de vulnerabilidade social e de protetores de animais registrados junto à Rede de Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba.

Será viabilizado o início da prestação de serviços gratuitos para pets, como consultas veterinárias, cirurgias, exames laboratoriais e de diagnóstico por imagem, atendimento ambulatorial e internação, contemplando também especialidades como clínica geral, oftalmologia, cardiologia, endocrinologia, dermatologia, neurologia, oncologia, ortopedia e odontologia, de forma similar como já ocorre em municípios como São Paulo.

Inicialmente, o objetivo é possibilitar pelo menos 40 atendimentos diários (com senhas) na unidade a ser implantada, incluindo, além das consultas, a previsão de atendimentos especializados. 

A emenda parlamentar do deputado federal Delegado Matheus Laiola garantiu a transferência de R$ 4,5 milhões a serem transferidos para o município de Curitiba para custear o funcionamento do Hospital Veterinário Municipal. A parceria permite a possibilidade de renovação anual da transferência de recursos. 

“Hoje Curitiba é referência na proteção da causa animal no Brasil, com as ONGs e os protetores independentes ajudando o trabalho da Rede de Proteção Animal da Prefeitura. Agora com o Hospital Veterinário Municipal, Curitiba dá mais um importante passo para seguir como referência no Brasil”, disse Laiola. 

A secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, explicou que a criação do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba é uma grande conquista para a cidade, que vai se somar ao trabalho feito cotidianamente pela Rede de Proteção Animal. 

“O hospital será extremamente importante para o conceito de saúde única na cidade, que é a família bem assistida como é na rede pública de saúde e os animais também serem bem atendidos. Porque se não são, os pets viram vetores de zoonoses. Esse cuidado com os animais consolida a política de proteção animal de Curitiba”, afirmou a secretária Marilza Dias. 

A implantação do atendimento público veterinário aos cães e gatos se caracteriza como ação complementar e integrada às políticas públicas de proteção animal e de saúde única já adotadas na capital paranaense.

Curitiba é uma das cidades brasileiras que mais investe em políticas públicas de proteção e bem-estar animal, com recursos financeiros que atualmente ultrapassam R$ 8,5 milhões por ano.

O Programa Municipal de Castração de Cães e Gatos já possibilitou a esterilização cirúrgica de 116 mil pets desde 2017. “A castração tem benefícios como a prevenção de doenças e tumores, e ainda minimiza o abandono e a quantidade de animais nas ruas”, explicou o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Edson Evaristo.

Também participaram do lançamento do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba o deputado federal e secretário de Indústria, Comércio e Serviços do Estado do Paraná, Ricardo Barros; as deputadas estaduais Maria Victoria e Márcia Huçulak; o deputado estadual Luis Corti; os secretários municipais do Esporte, Lazer e Juventude, Carlos Eduardo Pijak Jr, da Saúde, Beatriz Battistella, da Comunicação Social, Cinthia Genguini; e do Desenvolvimento da Região Metropolitana de Curitiba, Leverci Silveira Filho; o presidente do Instituto Municipal de Administração Pública, Alexandre Matschinske; a presidente do Instituto Municipal de Turismo, Tatiana Turra; da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o superintendente de Controle Ambiental, Ibson Gabriel Martins de Campos, o superintendente de Obras e Serviços, Jean Brasil, a diretora de Licenciamento e Fiscalização, Érica Costa Mielke, o diretor de Recursos Hídricos e Saneamento, Antônio Carlos Gerardi, a diretora de Educação Ambiental, Leila Maria Zem, e o diretor de Mudanças Climáticas, Felipe Maia Ehmke; os vereadores Tico Kuzma, Alexandre Leprevost, Beto Moraes, Hernani, João da 5 Irmãos, Jornalista Márcio Barros, Oscalino do Povo, Osias Moraes, Professor Euler, Rodrigo Reis e Sidnei Toaldo; e os administradores regionais da Matriz, Rafaela Marchiorato Lupion Mello Cantergiani, de Santa Felicidade, Simone Chagas; do Pinheirinho, Reinaldo Boaron, e da CIC, Raphael Keiji Assahida.

Informações retiradas do site www.curitiba.pr.gov.br (em 18 de janeiro de 2023).

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