País-sede da Copa do Mundo FIFA 2030 ao lado de Espanha e Portugal, o Marrocos enfrenta acusações de que estaria planejando o abate de até 3 milhões de cães de rua como parte de uma suposta ação de “limpeza” de áreas urbanas e turísticas antes do torneio.

A denúncia foi feita pela International Animal Welfare and Protection Coalition (IAWPC), que aponta um possível aumento nas mortes de animais após a confirmação do país como anfitrião da competição organizada pela FIFA.

Números e denúncias

De acordo com a IAWPC, cerca de 300 mil cães já seriam mortos anualmente no território marroquino, mesmo antes do anúncio oficial da Copa, realizado em 2023. Com a proximidade do evento, ativistas temem que esse número cresça significativamente.

A coalizão afirma que os métodos utilizados incluiriam envenenamento com estricnina e disparos de arma de fogo. Segundo as entidades de defesa animal, mais de três milhões de cães que vivem em áreas urbanas e turísticas estariam sob risco.

A organização também declarou ter reunido imagens e documentos que indicariam execuções sistemáticas em diversas cidades do país.

Investigação e posicionamentos

O jornal The Athletic investiga o caso e relatou a existência de um suposto centro de abate nos arredores de Marrakech, um dos principais destinos turísticos marroquinos.

A embaixada do Marrocos em Londres negou as acusações. Já a FIFA informou que acompanha a situação e mantém diálogo tanto com as autoridades locais quanto com a IAWPC.

Debate internacional

O caso gerou repercussão entre organizações internacionais de proteção animal, que cobram transparência, políticas públicas humanitárias e programas de controle populacional baseados em esterilização, vacinação e manejo ético, em vez de medidas consideradas letais.

A discussão coloca em pauta o equilíbrio entre grandes eventos esportivos internacionais e políticas de bem-estar animal, ampliando o debate sobre responsabilidade social e ambiental dos países-sede.

Até o momento, as denúncias seguem sob apuração, enquanto entidades continuam pressionando por esclarecimentos e por garantias de proteção aos animais.

Fonte: O Globo — Adaptação: Equipe WeLovePet

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