O Grupo de Operações com Cães (GOC), da Guarda Municipal de Curitiba (GMC), conta com dois novos reforços em fase de treinamento: as filhotes Haabe e Suri, da raça pastor belga malinois. Com apenas 11 meses de idade, elas já participam de um treinamento intensivo para futuramente atuarem em ações de segurança pública na capital paranaense.

As duas cadelas são filhas de Lex, cão do canil da GMC já reconhecido pelo apoio em procedimentos e operações da corporação. Consideradas verdadeiras “estagiárias”, Haabe e Suri estão sendo preparadas para atuar em diversas frentes, como busca e apreensão de substâncias ilícitas, localização de armamentos e apoio operacional às equipes da Guarda Municipal.

O treinamento da cadela Haabe está sob responsabilidade do guarda municipal Eduardo Stival, que soma 19 anos de atuação na corporação, sendo 11 deles no Grupo de Operações com Cães. Ele acompanha a filhote desde os primeiros meses de vida.
Tanto a Haabe como a Suri são oriundas de uma linhagem vinda do nosso próprio canil, do Lex, com uma cadela de uma colega da Polícia Civil. Dentro da ninhada, elas foram as que apresentaram o melhor desempenho para as atividades que vão ser desenvolvidas”, explicou Stival.

Segundo o guarda, antes mesmo do início do treinamento técnico, o principal fator avaliado é a aptidão natural do animal. “Depois, as duas são colocadas em situações que podem gerar inquietação. Nesses momentos, precisamos observar a personalidade, o potencial de reação e como elas se desenvolvem em ambientes diferentes, fora da rotina, inclusive junto da mãe”, detalhou.

Cheirando por aí

Atualmente, Haabe e Suri estão na fase de ambientação e socialização. As filhotes já circulam por diversos pontos da cidade, como a Rodoferroviária, terminais de ônibus e praças públicas, além de iniciarem o reconhecimento de odores específicos de substâncias ilícitas. A expectativa é que, em cerca de dois anos, elas estejam plenamente aptas a atuar em operações com a Guarda Municipal.

Stival destaca que o preparo de um cão policial não tem fim. “O treinamento é contínuo, por toda a vida de trabalho do animal. Um cão nunca está totalmente pronto; ele sempre pode apresentar alguma dificuldade, e o condutor precisa saber identificar e ajudar a superar para que o desempenho seja cada vez melhor”, afirmou.

Outro aspecto essencial para o sucesso do trabalho é a relação de confiança e afeto entre cão e condutor. “É preciso proximidade, carinho e afetividade. Trabalhei dez anos com o Taz e, depois que ele se aposentou, ele passou a viver comigo, em casa”, relembrou.

Responsável pelo treinamento da cadela Suri, o guarda municipal Leandro Silva também reforça a importância do vínculo emocional. “O laço afetivo é gigantesco, até porque vimos as duas nascerem. Se Deus quiser, vamos trabalhar juntos até a aposentadoria e depois levá-las para casa, para que tenham uma vida de cão mesmo. Com certeza, as duas vão auxiliar muito o nosso serviço e ajudar a população”, finalizou.

Com dedicação, técnica e afeto, Haabe e Suri seguem se preparando para, em breve, integrarem oficialmente as operações da Guarda Municipal de Curitiba, reforçando a segurança e o cuidado com a cidade e seus moradores.

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