Celebrada em 28 de setembro, a data reforça a importância da vacinação e do atendimento rápido após mordidas ou arranhões; morcegos são hoje uma preocupação importante no Brasil
A raiva é uma das doenças mais letais conhecidas, mas também é prevenível.
Neste 28 de setembro, o Dia Mundial contra a Raiva chama atenção para uma doença que afeta animais e seres humanos e apresenta letalidade próxima de 100% depois do aparecimento dos sintomas.
No Brasil, houve um avanço importante: o país completou em 2026 dez anos sem casos humanos provocados pelas variantes típicas de cães (AgV1 e AgV2). Mas isso não significa que a raiva tenha desaparecido.
Segundo o Ministério da Saúde, entre 2010 e junho de 2026 foram registrados 54 casos de raiva humana no país. Nesse período, os morcegos responderam pelo maior número de casos segundo a espécie agressora: 23.
Por isso, prevenção continua sendo fundamental.
1. Mantenha a vacinação do pet em dia
A vacinação de cães e gatos é uma das principais formas de prevenção.
Em 2025, a cobertura da campanha antirrábica canina no Brasil foi de 78%, segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Atualmente, 23 unidades da Federação participam das campanhas nacionais de vacinação de cães e gatos.
Mesmo animais que vivem dentro de casa precisam de proteção conforme a orientação veterinária.
2. Encontrou um morcego? Não toque
Esse cuidado merece atenção especial.
Hoje, a transmissão relacionada aos morcegos é o principal desafio para a raiva humana no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.
Se encontrar um morcego caído, morto, voando durante o dia ou em local incomum, não toque nele com as mãos e não permita que cães ou gatos se aproximem.
Acione o serviço de zoonoses ou vigilância do seu município para receber orientação.
3. Seu pet teve contato com morcego? Procure orientação
Mesmo que o cachorro ou gato pareça perfeitamente bem.
Mordidas de morcegos podem ser pequenas e difíceis de perceber.
Se houver suspeita de contato, afaste o pet do animal silvestre sem manipular o morcego e procure orientação veterinária e do serviço de zoonoses.
Não espere aparecerem sintomas.
4. Foi mordido ou arranhado? Lave e procure atendimento
Em caso de agressão por animal com possibilidade de transmissão da raiva, a orientação do Ministério da Saúde é lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão e procurar uma unidade de saúde para avaliação.
O profissional decidirá, conforme o tipo de exposição e o animal envolvido, se existe indicação de vacina e/ou soro antirrábico.
O atendimento rápido é essencial.
5. Não abandone nem mate o animal suspeito
Se um cão ou gato morder alguém, isso não significa automaticamente que ele esteja com raiva.
Existem protocolos de avaliação e, em determinadas situações envolvendo cães e gatos, de observação do animal.
A conduta deve ser orientada pelos serviços de saúde e de vigilância.
Raiva em cães ainda acontece
Existe uma diferença importante entre raiva canina, provocada pelas variantes típicas dos cães, e raiva em cães, quando o animal é infectado por variantes provenientes de animais silvestres.
Até junho de 2026, o Ministério da Saúde havia registrado seis casos de raiva em cães envolvendo variantes de animais silvestres.
Ou seja: controlar a variante transmitida entre cães não elimina o risco de um cachorro entrar em contato com o vírus vindo da fauna silvestre.
Uma doença que pode ser evitada
O tema escolhido para o Dia Mundial contra a Raiva de 2026 é “Juntos somos mais fortes”.
A mensagem destaca justamente que a prevenção depende da atuação conjunta de tutores, médicos-veterinários, profissionais de saúde, serviços de vigilância e poder público.
Para quem convive com um animal, porém, a prevenção começa com atitudes bastante simples:
vacinação em dia, distância de animais silvestres e atendimento rápido depois de qualquer exposição de risco.
São cuidados pequenos diante de uma doença que não permite esperar.




