Excesso de banhos e produtos inadequados podem prejudicar a proteção natural da pele; intervalo ideal varia de acordo com pelagem, rotina e saúde do animal

Uma vez por semana? A cada 15 dias? Uma vez por mês?

Quem tem cachorro provavelmente já ouviu respostas diferentes para essa pergunta. E existe uma razão: não há um intervalo perfeito que sirva para todos os cães.

Especialistas explicam que a frequência do banho depende de fatores como tipo e comprimento da pelagem, rotina, ambiente em que o animal vive e condições dermatológicas.

Banho demais também pode ser problema

Manter o cachorro limpo é importante, mas exagerar pode prejudicar a pele.

Banhos muito frequentes, especialmente com produtos inadequados, podem interferir na barreira natural de proteção da pele e favorecer ressecamento e irritações. O CRMV-SP também alerta que problemas dermatológicos estão entre os motivos frequentes de atendimento veterinário.

Por outro lado, passar tempo demais sem higienização pode favorecer acúmulo de sujeira e oleosidade, principalmente em animais que frequentam ambientes externos.

Então, de quanto em quanto tempo?

Em entrevista publicada nesta semana pela CNN Brasil, a médica-veterinária Aline Zoppa, professora e coordenadora das Clínicas Veterinárias da Universidade Anhembi Morumbi, explica que cães de pelo longo podem precisar de banhos quinzenais, enquanto animais de pelo curto podem ter intervalos mensais.

Mas esses números funcionam como referência, não como regra.

Um cachorro que vive dentro de apartamento tem uma rotina diferente de outro que corre diariamente em quintal, terra ou gramado. Animais com doenças de pele também podem precisar de protocolos específicos prescritos pelo veterinário.

O produto usado importa

Outro erro comum é utilizar no cachorro o mesmo xampu ou sabonete usado pelas pessoas.

Produtos humanos não são indicados porque a pele dos cães possui características diferentes. O ideal é utilizar produtos formulados especificamente para animais e, quando houver algum problema dermatológico, seguir a orientação veterinária.

Também é importante:

  • usar água em temperatura confortável;
  • evitar entrada de água e produtos nos olhos e ouvidos;
  • enxaguar completamente;
  • secar bem a pelagem;
  • evitar secador excessivamente quente.

Deixar pelos densos ou longos úmidos por muito tempo também pode favorecer problemas de pele.

E banho em casa?

Pode.

Desde que o tutor consiga realizar o procedimento com segurança.

O ambiente não deve ser escorregadio, a água precisa estar em temperatura adequada e o cachorro deve ser completamente enxaguado e seco.

Se o animal demonstra medo intenso, tenta fugir ou fica extremamente estressado, vale rever a maneira como o banho está sendo realizado.

Coceira depois do banho merece atenção

Se o cachorro apresenta frequentemente coceira, vermelhidão, feridas, descamação, queda anormal de pelos ou problemas nos ouvidos, é importante procurar avaliação veterinária.

Esses sinais podem estar relacionados a diferentes doenças dermatológicas e não devem ser resolvidos simplesmente aumentando a frequência dos banhos.

Afinal: banho semanal faz mal?

Não necessariamente.

Mas também não significa que todo cachorro precise tomar banho toda semana.

A melhor frequência é aquela adequada à pelagem, ao estilo de vida e à saúde daquele animal.

Mais importante do que seguir uma regra fixa é fazer o banho corretamente e observar como a pele e a pelagem do cachorro respondem.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!