Estado reforça cuidados veterinários após temporais; contato com água e lama de enchentes pode expor animais a doenças como a leptospirose

Depois das chuvas intensas registradas nas últimas semanas, tutores precisam redobrar a atenção com cães e gatos que tiveram contato com alagamentos, enchentes ou lama.

Nesta quarta-feira (30), o Governo do Paraná reforçou o alerta para os riscos à saúde dos animais atingidos pelos temporais. Um dos principais problemas é a leptospirose, doença que também pode atingir seres humanos.

Por que a água da enchente é perigosa?

A leptospirose é causada por bactérias do gênero Leptospira. A contaminação pode ocorrer pelo contato com água, lama ou solo contaminados pela urina de animais infectados.

Por isso, aquela poça deixada depois de um alagamento não deve ser encarada como uma oportunidade para o cachorro brincar.

O risco aumenta justamente em períodos de chuva intensa e enchentes, quando a água contaminada pode se espalhar pelo ambiente.

O cachorro passou pela enchente. O que fazer?

O primeiro cuidado é evitar novas exposições.

Não permita que o animal beba água acumulada na rua, entre em áreas alagadas ou permaneça em locais com lama de enchente.

Se houve contato, limpe e seque o animal utilizando proteção para evitar que você também tenha contato direto com a água ou lama potencialmente contaminada.

Observe também se existem ferimentos nas patas ou na pele.

Quais sinais merecem atenção?

A leptospirose pode provocar diferentes manifestações nos cães.

Entre os sinais que justificam procurar atendimento veterinário estão:

  • apatia ou fraqueza;
  • falta de apetite;
  • vômitos;
  • alterações na quantidade de urina;
  • febre;
  • desidratação;
  • mucosas ou pele amareladas.

Esses sintomas não confirmam leptospirose, porque também aparecem em outras doenças.

Mas, se o cachorro esteve em uma enchente ou área alagada, essa informação precisa ser contada ao médico-veterinário.

Vacinação também entra na prevenção

A vacinação dos cães contra leptospirose faz parte das medidas preventivas e deve seguir o protocolo definido pelo médico-veterinário.

Além disso, controle de roedores, armazenamento adequado de alimentos e impedir o acesso do pet a água potencialmente contaminada ajudam a diminuir a exposição.

Paraná reforça atendimento aos animais

A Superintendência-Geral de Proteção Animal do Paraná informou que o Vet-Móvel Paraná está sendo utilizado para ampliar cuidados veterinários, incluindo atendimento clínico e vacinação gratuita de cães e gatos. A ação ganha importância justamente em períodos de crise provocados pelos temporais.

Para quem teve a casa ou o bairro atingido, a orientação mais importante é simples:

não espere o animal adoecer para considerar que a água da enchente representa risco.

Evitar o contato e procurar orientação veterinária diante de qualquer alteração continua sendo a melhor estratégia.

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