O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou o arquivamento das investigações relacionadas à morte do cão comunitário Orelha, caso que gerou grande repercussão nacional no início de 2026. O pedido foi protocolado na última sexta-feira (8), após a análise de um relatório com cerca de 170 páginas.

Orelha era um cão comunitário conhecido na Praia Brava, em Florianópolis, e muito querido por moradores e frequentadores da região. O animal morreu após ser encontrado gravemente ferido em janeiro deste ano, em um caso investigado como maus-tratos.

Segundo informações divulgadas, o Ministério Público entendeu que as provas reunidas ao longo da investigação não seriam suficientes para dar continuidade ao processo contra o adolescente apontado inicialmente como suspeito.

O caso mobilizou protestos, campanhas nas redes sociais e manifestações de entidades de proteção animal em diversas cidades do Brasil. A comoção também levou autoridades a ampliarem o debate sobre punições para crimes de maus-tratos contra animais.

Durante as investigações, a Polícia Civil chegou a apontar o envolvimento de adolescentes no caso e indiciou adultos suspeitos de coagir testemunhas. O Ministério Público, porém, havia solicitado diligências complementares anteriormente, alegando inconsistências e lacunas no material investigativo.

Em meio à repercussão nacional, o nome de Orelha também foi associado a discussões sobre endurecimento das penalidades para crimes contra animais. O caso ganhou destaque internacional e se tornou símbolo de campanhas por justiça animal e conscientização sobre maus-tratos.

A decisão sobre o pedido de arquivamento agora deverá ser analisada pela Justiça.

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