Levantamento mostra aumento da presença dos animais nas viagens em família; Curitiba aparece entre os aeroportos de destaque no transporte de pets
Viajar em família está cada vez mais incluindo também quem tem quatro patas.
Entre janeiro e agosto de 2026, mais de 47,2 mil cães e gatos viajaram dentro da cabine dos aviões da Azul, segundo levantamento divulgado pela companhia por ocasião do Dia Mundial dos Animais.
O número representa uma média de aproximadamente 5,9 mil pets transportados por mês somente pela empresa.
E Curitiba aparece nesse mapa: o Aeroporto Internacional Afonso Pena está entre os dez aeroportos com maior movimentação de cães e gatos nos voos analisados.
Quais aeroportos mais recebem pets?
Viracopos, em Campinas (SP), liderou tanto os embarques quanto os desembarques de animais.
Também tiveram destaque aeroportos como Recife, Confins, Porto Alegre e Congonhas. Entre os dez principais aparecem ainda Belém, Guarulhos, Manaus, Curitiba e Galeão.
Os números consideram apenas os animais transportados na cabine pela Azul, portanto não representam o total de cães e gatos que viajaram de avião no Brasil no período.
Ainda assim, ajudam a mostrar como levar o animal junto já faz parte da rotina de milhares de viajantes.
Mas qualquer cachorro ou gato pode viajar na cabine?
Não. E essa é uma informação importante para quem pretende viajar com o pet nas próximas férias.
As regras variam conforme a companhia aérea. No caso da Azul, atualmente são aceitos na cabine cães e gatos a partir de quatro meses de idade, com peso total de até 10 kg, somando animal e caixa de transporte.
Cada passageiro pode transportar apenas um pet, e existe limite de animais por voo.
A caixa também precisa seguir as dimensões e características determinadas pela companhia.
Por isso, comprar a passagem primeiro e deixar para descobrir as regras do animal depois pode causar problemas.
Planejamento precisa começar antes do aeroporto
A própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) orienta que o passageiro consulte antecipadamente a companhia, já que as condições para o transporte de animais domésticos dependem das regras estabelecidas pela empresa aérea.
Além da reserva do serviço, é preciso conferir documentação sanitária, características da caixa de transporte e exigências específicas do destino.
Em viagens internacionais, a atenção precisa ser ainda maior, porque cada país pode estabelecer requisitos sanitários próprios.
Nem todo pet vai gostar de viajar
O fato de um animal poder embarcar não significa necessariamente que uma viagem de avião será confortável para ele.
Temperamento, idade, estado de saúde, duração do trajeto e capacidade de permanecer tranquilamente dentro da caixa precisam ser considerados.
Antes da viagem, vale conversar com o médico-veterinário e acostumar o animal gradualmente à caixa de transporte, evitando que o primeiro contato com ela aconteça justamente no dia do voo.
E nada de medicar ou sedar o animal por conta própria.
Pet virou passageiro da família
Os 47,2 mil cães e gatos transportados em apenas oito meses por uma única companhia aérea ajudam a dimensionar uma mudança que muitos tutores já percebem no cotidiano: o pet está cada vez mais incluído nos planos de viagem.
Mas essa inclusão traz responsabilidade.
Para o animal, uma viagem tranquila começa muito antes da decolagem: com planejamento, adaptação e a certeza de que levá-lo junto é realmente a melhor escolha para ele.




